Capim: quais as variedades mais indicadas para o seu pasto?
Compreenda a importância de se planejar e optar por um capim de qualidade para aumentar a rentabilidade da atividade rural
Qual é o melhor capim? Essa é uma das dúvidas mais comuns entre os produtores rurais. Porém, um ponto essencial é: não existe uma única espécie forrageira que se adapta a todas as regiões, climas e manejos. O capim ideal para um produtor pode não ser o melhor para outro. Existem forrageiras específicas para diferentes regiões, considerando as características e potenciais de cada espécie.
Embora haja recomendações "padrões", o produtor precisa conhecer seu sistema de produção e avaliar fatores como: objetivo da atividade, região, tipo de solo, intensificação do manejo, entre outros.
Planejamento é o primeiro passo para o sucesso. A partir disso, é possível fazer as melhores escolhas para garantir a espécie forrageira ideal para cada atividade. Leia este post até o fim e aprenda a escolher a melhor variedade para o seu negócio!
Conheça as variedades de capim mais usadas no Brasil
Capim para Cavalo
Um pasto de qualidade para cavalos é essencial. É preciso cautela ao escolher a forrageira, já que os hábitos de pastejo dos cavalos são mais seletivos que os dos bovinos. As Brachiarias não são recomendadas para equinos, pois podem causar deficiências de cálcio e fotossensibilização. Já as forrageiras do gênero Panicum, como o Massai, são populares no Nordeste e se destacam pela boa cobertura do solo e resistência ao déficit hídrico.
Entretanto, o gênero Cynodon é o mais indicado para cavalos, devido ao seu alto valor nutritivo e boa aceitabilidade, com poucos problemas de fotossensibilização.
Entre as gramíneas do gênero Cynodon, o Cynodon dactylon Barenbrug é uma ótima opção. Ele pode ser utilizado para feno, pastejo e pré-secado, com elevada qualidade bromatológica. Além disso, seu estabelecimento por sementes oferece rapidez e menor custo operacional.
Capim para Gado de Corte
No Brasil, o uso de Brachiarias é comum para pastagens de gado de corte, devido à sua adaptabilidade a diferentes tipos de solo e manejo. Entre as soluções forrageiras da Barenbrug, destacam-se:
- Brachiaria híbrida cv. Mulato II, que oferece alta qualidade bromatológica e 4 @/hectare a mais de produtividade animal.
- Brachiaria híbrida cv. Cayana, que apresentou 42,2% mais produtividade animal em comparação com o cultivar Marandu.
- Brachiaria híbrida cv. Sabiá, elogiada por sua produção estável em épocas secas.
Além das Brachiarias, o Panicum híbrido Carcará é uma excelente opção para sistemas de produção intensiva. O Carcará oferece alto valor nutritivo, resposta rápida à adubação e é ideal para solos de alta fertilidade. Sua alta produção de massa seca garante ótimas taxas de lotação, promovendo maior ganho animal por área.
Capim para Gado de Leite
Para selecionar o capim que dará origem ao pasto para gado leiteiro é importante se atentar à algumas particularidades no manejo nutricional, que deve ser feito respeitando cada fase produtiva individualmente.
Assim como para gado de corte, as forrageiras do gênero Brachiaria são muito adotadas para a atividade leiteira e possuem grande impacto produtivo na pecuária nacional. As gramíneas do gênero Panicum, por sua vez, também são muito empregadas em sistemas intensivos de produção leiteira por apresentarem boa produtividade e adaptação em diversos ambientes. Vale ressaltar também que as forrageiras do gênero Cynodon podem ser adotadas também em sistemas rotacionados intensivos e são ótimas opções.
A Brachiaria híbrida cv. Mulato II também é muito indicada para a atividade leiteira. Isso porque o cultivar tem como benefícios a alta capacidade de rebrota e excelente aceitabilidade pelo gado. Os cultivares desenvolvidos geneticamente pela Barenbrug – Sabiá e Cayana - também são indicados para a atividade leiteira.
A importância da proteína na escolha do capim
Tem sido extremamente comum pecuaristas optarem pela forrageira analisando somente o teor de proteína presente. Contudo, tomar uma decisão tão significativa como essa levando em consideração apenas um critério é uma prática equivocada. Quer saber o porquê?
Antes de escolher uma forrageira, recomenda-se analisar as exigências climáticas, os aspectos do solo da região, as exigências de fertilidade da forrageira, o sistema de produção em que ela será inserida, além da categoria/espécie animal.
Conquistar uma pastagem produtiva com teor de proteína adequado está atrelado a uma série de fatores, além da escolha da espécie forrageira. Entre esses fatores, o manejo do pastejo é um dos principais aspectos que mais determina a qualidade. Um dos critérios a serem seguidos é manejar o pasto com base na altura, para coincidir com o momento que a planta apresenta sua ótima produção de forragem, com maior qualidade.
Dentro as técnicas de manejo do pastejo está a utilização da adubação, especialmente a nitrogenada. Quando realizada de forma assertiva, com os objetivos claros para maximizar a produção de forragem e desde que os outros nutrientes do solo estejam equilibrados, esta prática pode ser encarada como determinante para elevar os teores de proteína bruta.
“Deve-se colocar os animais para pastejarem quando a forrageira alcançar a altura de manejo recomendada, momento em que a planta obtém maior proporção de folhas e maior qualidade nutricional. Os animais preferem as folhas ao buscarem o alimento em pastejo, e é nela onde há a maior concentração de proteína e maior digestibilidade da fibra” explica Joaquim de Paula, Desenvolvedor de Produtos da Barenbrug do Brasil.
Como uma nova variedade de capim é desenvolvida geneticamente?
O desenvolvimento genético de uma forrageira envolve a seleção de características econômicas e ambientais desejáveis. Esse processo pode levar mais de 10 anos. A Barenbrug do Brasil lançou o Sabiá e o Cayana, após rigorosos testes em diferentes regiões do Brasil.
Benefícios das forrageiras da Barenbrug
As forrageiras desenvolvidas pela Barenbrug do Brasil são ideais para produtores que buscam maximizar a produção. O controle de qualidade da empresa garante a pureza das sementes, muito superior ao exigido pelo MAPA. Além disso, a tecnologia Yellow Jacket® proporciona proteção e velocidade no estabelecimento das plantas.